Era por volta do meio-dia quando arrumei as coisas às pressas e liguei pra Mi dizendo que estava a caminho de Recife. Quatro horas de viagem, uns trechos esburacados, e muita ansiedade. Conversar com a Mi e com a Jô desde dois mil e bolinhas e nunca bagunçar com elas requer um certo sacrifício, mas de uma hora pra outra ele ia acabar. Recife me encontrou por volta das 17h30 e, depois de me perder um pouquinho, me achei no Armazém 14, onde elas estavam. Entre o desligar do celular e mais uma respirada, uma maluca de braços abertos vem correndo na minha direção. A Jô nem é tão maluca assim, tadinha. Aquele abraço apertado e parecia que nos conhecíamos desde sempre! Atrás dela vinha a Mi com cara de normal... Não acreditem na cara de normal da Mi!! A menina me deu um psycho-abraço que com certeza nem eu nem meu cotovelo esqueceremos mais. Acho até que vou precisar de um pouco do mercúrio do tio Aquiles.
Cielle, Michely e Joanna.Depois de apresentá-las aos meus pais, fomos lá no hotel pegar os psycho-rapazes pra fazer a passagem de som. A gente até achava que estava cedo, o tio Quiles achava que tava tarde. Mais um punhado de fotos normais e não tão normais assim, umas piadinhas, uns abraços, coisa e tal, e vambora pro Armazém. Imediatamente todo mundo começa a trabalhar nas mais variadas funções. Eu ali, me coçando pra ajudar e morrendo de medo de atrapalhar. E as outras duas só queriam dar apoio moral, duas folgadas.
Mello, Joanna e Martinez.
Passagem de som.Depois de tudo nos seus devidos lugares, a passagem de som, famosa por ser a parte mais estressante. Devo dizer que entre o "preparar do show" e o "desmontar do show", prefiro a segunda parte. Claro, antes tudo precisa ficar perfeito; depois, nem precisa ficar tão perfeito assim... Além do mais, o caos é a lei natural das coisas. Mas péra lá, isso não se aplica quando se está na companhia da Jô, da Mi e do Hangar! Qualquer parte fica muito divertida! Por isso esperamos pacientemente, fofocando, tirando fotos, comprando blusas e coisinhas pra coleção da Mi, tomando psycho-coca-cola e comendo Trakinas, tudo isso permeado pelas fofurices do Mello.
Só que aí dá a hora da criança aqui ir embora, dormir cedo que no outro dia tem vestibular. Aí é aquela coisa chata de despedida, "até daqui a um milhão de anos"... Nessa hora, enquanto abraçava cada um, agradeci mentalmente, fazendo força pra dizer, mas acho que a minha sem-vergonhice não me tomou por completo ainda. Agradeci pelos milhões de sorrisos que cada um me deu, pela paciência, pelas lembraças pra sempre... Agradeci até só por agradecer, sem saber direito por que, mas é que tudo aquilo merecia a minha gratidão eterna. E ficou tudo dentro da cachola. [=
A volta pra casa foi um misto de "quero mais" com "parece que ganhei na loto". Volta e meia vinha um vídeozinho na cabeça que costurava um sorriso maior que o mundo e afastava qualquer pensamento mais tristonho. E vai ser assim até...
Cielle Higino.
Em breve...a resenha do Show!!










