quinta-feira, 31 de julho de 2008

Aquiles Priester: Inside My Drums (DVD)

(Publicado em 08/02/2005)

Pois é, pessoal... Inside my Drums não foi feito apenas pra quem toca bateria, mas para todos que admiram um ótimo baterista e querem conferir o show que é Aquiles Priester tocando. Vocês verão a seguir uma matéria que resume todo o conteúdo do vídeo gravado na tour que o nosso mestre fez.

Agradecemos pela visita de todos vocês... Beijos!!

Rock Online - 09 / 08 / 04

Pouca conversa e muita ação. Assim, em poucas palavras, podemos definir “Inside My Drums”, o DVD de Aquiles Priester. Conhecido do grande público após se tornar integrante do Angra, o músico é tido como um dos melhores bateristas de Heavy Metal da atualidade e agora os fãs poderão conferir em detalhes que isso não é nenhum exagero. O material, porém, está longe de ser didático ou instrutivo. Trata-se, na verdade, de um ‘workshop’ realizado nas instalações da EM&T (Escola de Música e Tecnologia) em que o baterista toca na seqüência diversas canções do álbum “Rebirth”, do Angra e algumas do Hangar, sua outra banda.Como se fosse um show, mas com todo o foco voltado para o baterista. O ‘playback’ fica de fundo e serve apenas para situar melhor o telespectador. Uma câmera estrategicamente colocada nos bumbos dá uma boa idéia da técnica de Aquiles sobre o instrumento. Nos momentos mais complexos, uma janela com essas imagens se abre, permitindo visualizarmos de forma mais clara todos os movimentos do baterista. Mas ele não fala, não explica, não comenta, não faz técnicas indivudualmente, nem em velocidades variadas. Apenas toca.E a proposta, no fim das contas é essa mesmo. “Inside My Drums” não tem a intenção de ser uma video-aula e sim, de mostrar aos fãs (principalmente do Angra) como são tocadas faixas como “Judgement Day”, “Millenium Sun” e “Unholy Wars” no instrumento. Os destaques, porém, ficam com a introdução de “Legions Of Fate”, com “Acid Rain” e com “Nova Era”. Como curiosidade, Aquiles ainda toca “Perfect Strangers”, do Deep Purple, e “Ask The Lonely”, do Journey.Na parte de extras, o DVD traz momentos divertidos como os bastidores da Worshop Tour, com cenas em diversas cidades (principalmente no Sul) em que o músico se apresentou neste mesmo esquema. Vale citar os eventuais problemas técnicos e as aparições do ‘roadie’ e técnico de bateria Marquinhos. Ainda há um solo registrado ao vivo num show do Angra no Credicard Hall, em São Paulo, de aproximadamente 5 minutos de duração.Outras opções são a galeria de fotos e uma entrevista, onde o baterista conta como iniciou sua carreira, seus desejos profissionais, suas influências e fatos pessoais. Outro momento impagável é a sessão de tomadas que deram errado durante as declarações de Aquiles. Convenhamos, porém, que, gravar uma entrevista dirigindo na chuva não é uma idéia das mais sensatas.

Indicado aos fãs do próprio Aquiles Priester e das bandas em que ele atua, além, é claro aos curiosos e bateristas em geral.
01. Acid Rain
02. Inside Your Soul
03. Judgement Day
04. Running Alone
05. Legions Of Fate
06. Millenium Sun
07. Hunters and Prey
08. Falling In Disgrace
09. Unholy Wars
10. Heroes Of Sand
11. No Command
12. Nova Era
Bônus
13. Perfect Strangers
14. Ask The Lonely
15. Solo

terça-feira, 29 de julho de 2008

Entrevista: Aquiles Priester - baterista do Angra e do Hangar

(Publicado em 04/02/2005)
Bom galera resolvemos postar hoje uma entrevista um tanto quanto antiga do Aquiles, porém, está bem interessante e esclarecedora, principalmente sobre alguns aspectos da sua carreira e da gravação do DVD Rebirth, vale conferir...

Aquiles Priester é um fenômeno. Além de ser baterista de duas das maiores bandas de heavy metal da cena nacional, o
Angra e o Hangar, é professor de bateria, colunista da Modern Drummer, viaja o país ministrando workshops e ainda tem tempo para fazer shows e participar de festivais internacionais com as duas bandas. Aproveitando alguns minutos de sua rápida passagem por Pelotas (onde ministrou um workshop), a equipe da Projeto Casulo conseguiu bater um papo com o Aquiles, para ele falar de sua experiência no Angra, a fundação do Hangar, o DVD Rebirth World Tour, os novos CDs das duas bandas e conta alguns detalhes de sua vida, como o fato de que é formado pela antiga Escola Técnica Federal de Pelotas (hoje CEFET/RS).

Vocês mesmo produziram o DVD que foi recentemente lançado e ele sofreu muitas críticas, como por exemplo, a falta do som da platéia. Por que vocês decidiram produzir o DVD? Quais foram as dificuldades, como foi a experiência?
Na verdade é o seguinte: quanto à falta de platéia, a gente poderia ter solucionado isso com overdubbing. Tem vários discos ao vivo em que você escuta a galera “Ohhh” e você sabe que são só dois canais RR que vão subindo e você acaba percebendo que aquilo não é real. Se você for ver, naquele show a gente tinha tocado oito vezes em público, fora os ensaios, e no ensaio você tá aprendendo a música para tocar. No palco, a referência que você tem de som, de espaço, de ambiência é outra, então não adianta nada você ensaiar muito pra tocar perfeito, pois chega no palco e é outra coisa: você não ouve super bem o que você toca, tem um calor imenso, ou um frio gigantesco, tem um monte de coisa que interfere na tua atuação como músico. Quando a gente foi gravar, a gente olhou um pra cara do outro e falou: “olha, nós vamos gravar um show, vai ser lançado em DVD e num disco ao vivo no final da tour, todo mundo tem que tocar super bem, e tem que agitar ainda.” Pô, oitavo show da banda! Se você for ver, para um oitavo show, o DVD tá excelente. Em compensação, a gente preferiu deixar assim, as pessoas mais minuciosas vão perceber que tem alguns erros lá de bateria, de guitarra, de vocal, de baixo, mas a gente não quis refazer nada, porque a gente queria mostrar que realmente o Angra é uma banda que toca ao vivo e que agrada às pessoas. A gente queria exatamente era dar a idéia de show mesmo, do que aconteceu naquela noite. Quem tava lá sabe que os erros que a gente cometeu naquela noite, eles estão ali ainda, e tem um monte de gente que acha que isso aí é perder tempo.

Antes do Angra você estava na banda Hangar, que chegou a abrir um show do Angra em Porto Alegre em 98. Você era fã do Angra? Como se sente como um membro da banda hoje?
Em primeiro lugar eu tô super feliz, tô tendo a chance de mostrar o trabalho de 17 anos. Então é uma coisa que me gratifica muito. Mas tudo isso foi porque eu sempre tive um empenho grande em querer chegar em algum lugar, em ter metas, e as metas foram longas. Em muitos períodos da minha vida eu fiquei super triste, achei que não ia dar em nada, que não ia dar certo, mas aquela vontade, aquela ambição de querer realmente trabalhar exclusivamente com música, foi muito mais forte.O Hangar surgiu após um show do Angra em 96, durante a Holy Tour. Eu vi o show deles no Opinião e pirei, “pô, é esse o tipo de banda que eu quero fazer, mas não vou copiar, vou criar uma coisa que vai ser melódica, vai ter esse tipo de vocal, mas não vou colocar música brasileira porque já tem o Angra que faz isso”. O Hangar surgiu exatamente porque eu era fã do Angra. Em 97 a gente montou a banda, começou a ensaiar bastante e então em 98 pintou a oportunidade de abrir o show deles e foi ali que Porto Alegre, pelo menos as pessoas que conheciam heavy metal, conheceu o Hangar e viu que é uma banda que poderia chegar em algum lugar. Depois daquilo a gente aproveitou e gravou o disco.

Você é um cara que faz um monte de coisas: toca em duas bandas, dá aula, faz workshops. Como administra isso? Tem alguma prioridade?
O Angra sempre. Lógico que quando o Hangar fez a turnê em fevereiro pelo Nordeste foi uma coisa que foi planejada a longo prazo, então eu já sabia em julho do ano passado que ia fazer essa tour, porque o Angra ia estar parado.O que eu mais gosto de poder tocar em duas bandas, ou de fazer workshop, ou de dar aula, ou de ser colunista na revista Modern Drummer, é que são coisas completamente diferentes, mesmo sendo música, mesmo sendo metal, são coisas diferentes. Quando dou aula eu sou uma pessoa, quando toco com o Angra eu sou um Aquiles, quando toco com o Hangar sou um outro Aquiles, quando faço workshop sou um outro Aquiles, então são vários Aquiles que de um forma ou de outra acabam sendo a mesma pessoa. Mas eu nunca vou tocar da maneira que eu toco no Angra, no Hangar e vice-versa, porque cada banda tem o seu estilo e o lugar da bateria em cada banda deve ser preservado. No Hangar a gente tem muito mais espaço pra pirar, a gente faz a música da maneira que a gente acha legal. Já no Angra não. A gente fala “tem alguma coisa assim que a gente já fez? Que outra música soaria parecida com essa?” A gente sempre tem uma base pra se guiar e é aquele esquema da essência, os fãs já esperam alguma coisa. Já o Hangar é uma banda completamente independente, a gente pode fazer o que quiser e é esse o direcionamento no próximo disco. As músicas já estão praticamente prontas, e a gente vai seguir na mesma linha do que a banda já fez.

É verdade essa história de que você se formou aqui na Escola Técnica de Pelotas (atual CEFET/RS)?
É verdade, eu sou formado em Mecatrônica pela Escola Técnica, numa época em que os professores daqui (de Pelotas) iam dar aula na empresa em que eu trabalhava, em Gravataí.

Temple Of Shadows World Tour...

(Publicado em 02/02/2005)

Começa agora em fevereiro (na Europa) e estende-se até março (na Ásia) o trecho internacional da tour do álbum Temple Of Shadows. Esta semana o Angra viaja para a Europa onde realizará inúmeros shows, por cerca de 10 países. Alguns deles vai contar com a presença especial de bandas como Edenbridge, Manticora, Dragonforce e com a abertura do Nightwish (Japão)

Confira as datas dos shows de Fevereiro:
05/02/2005 SHOW DO ANGRA
Info: C-Side
Cidade: Milão
País: Itália

06/02/2005 ANGRA EUROPEAN TOUR
Info: Local: Z 7 - Bandas de abertura: Edenbridge e Manticora
Cidade: Pralten
País: Suiça

07/02/2005 SHOW DO ANGRA
Info: Local: Transbordeur
Cidade: Lyon
País: França

08/02/2005 SHOW DO ANGRA
Info: Local: La Laiterie
Cidade: Strasbourg
País: França

10/02/2005 SHOW DO ANGRA
Info: Local: Arena
Cidade: Madrid
País: Espanha

11/02/2005 SHOW DO ANGRA
Info: Local: Razzmatazz 2
Cidade: Barcelona
País: Espanha

12/02/2005 SHOW DO ANGRA
Info: Local: Azkena
Cidade: Vitoria
País: Espanha

13/02/2005 SHOW DO ANGRA
Info: Local: Havana Café
Cidade: Toulouse
País: França

15/02/2005 SHOW DO ANGRA
Info: Local: Rockstore
Cidade: Montpellier
País: França

16/02/2005 SHOW DO ANGRA
Info: Local: Elysée Montmartre
Cidade: Paris
País: França

17/02/2005 SHOW DO ANGRA
Info: Local: L'Antipode
Cidade: Rennes
País: França

18/02/2005 SHOW DO ANGRA
Info: Local: Ten Weyngaert
Cidade: Bruxelas
País: Bélgica

19/02/2005 SHOW DO ANGRA
Info: Local: La Pleiade
Cidade: Tours
País: França

21/02/2005 ANGRA EUROPEAN TOUR
Info: Local: Mean Fiddler - Bandas de abertura: Edenbridge e Manticora
Cidade: Londres
País: Inglaterra

25/02/2005 ANGRA EUROPEAN TOUR
Info: Local: Idrogios Club - Bandas de abertura: Edenbridge e Manticora
Cidade: Thessaloniki
País: Grecia

26/02/2005 ANGRA EUROPEAN TOUR
Info: Local: Rodon Club - Bandas de abertura: Edenbridge e Manticora
Cidade: Atenas
País: Grecia

Desejamos ao Angra e especialmente ao Aquiles uma excelente turnê, muito sucesso e sorte... Boa viagem!!!

Hoje tem Workshow em Patrocínio - MG!

(Publicado em 31/01/2005)

É isso então, hoje o Aquiles fará um Workshop em Patrocínio/MG no Lions Clube de Patrocínio. Para maiores informações ligue para Jorge Luiz (34) 9135-0312 ou Telles Constantino (34) 8806-0519. A galera de lá tem muita sorte, pois vão poder conferir a performace desse batera "polvo". Eu acredito que esse deve ser praticamente o último compromisso do Aquiles antes da tour com o Angra pela Europa e Ásia, o que torna essa apresentação mais especial do que já é!

P.S: Gostaria de agradeçer e mandar um grande beijo para Cielle, que acabou por me lembrar ontem, por msn, de postar hoje sobre esse evento... Valeu Ci e obrigada pelas músicas também! Quero mandar um beijo super especial pro casal do ano: Bruna(maninha de coração) e Filipe, esse casamento promete!!! Beijos também pra outra pessoa super especial, Karen!!

segunda-feira, 28 de julho de 2008

A Máscara do Polvo...

(Publicado em 29/01/2005)
Primeiramente vamos dar algumas explicações básicas para definir o que seria um polvo e qual a relação desse ser com o Aquiles: Bem, o polvo pertence a classe dos Cefalópodes, o nome do grupo está relacionado com sua característica mais marcante: a modificação dos pés em tentáculos,os quais partem da sua cabeça (cefalo= cabeça; pode= pé) Os polvos portanto possuem 8 tentáculos...

Acho que o apelido pegou mesmo quando o Edu, durante o show de gravação do DVD do ANGRA apresentou o Aquiles da seguinte forma: "Mais uma pessoa especialíssima pra gente, um cara díficil de entender, porque o cara mais parece um POLVO, com 8 braços, 8 pernas, num sei como ele faz isso, na bateria : Aquilesss Priesteeerr"

Aqui tem uma parte de uma entrevista que o próprio Aquiles comenta melhor sobre esse assunto:
"A máscara acabou pintando pra mim numa brincadeira mesmo. Um fã numa sessão de autógrafos me deu uma máscara em Limeira, e imaginei meramente que na frente da bateria ficaria legal. Só quando fui lançar o DVD é que pensei que precisava ter algo meu. Daí aproveitei o apelido que o Edu me deu de “polvo” e pedi para um cara fazer um desenho que lembrasse a máscara que ganhei, com a cara de um polvo meio alienígena, cibernético (risos). Virou até uma tatuagem. Acabou sendo uma brincadeira que deu certo e é uma coisa que faz parte do show do Angra agora". (Aquiles Priester)

Daí por diante tudo isso fez sentido,o Aquiles parece ter mesmo 8 braços, é impressionante a forma como ele destroi aquela batera enorme, ele é rápido, é o mestre dos 2 bumbos, é cheio de técnica e super perfeccionista... ele é um POLVO!!! Taí a máscara que ele tem usado nos show, e que também deveria ser vendida poraí ,eu bem que queria ter uma dessas...

Simplesmente inspirador...

(Publicado em 26/01/2005)

Muitas pessoas perguntam a mim e à Andréia o motivo pelo qual nos tornarmos fãs do Aquiles Priester, além de respondermos que é pelo fato dele ser um excelente baterista, completo e perfeccionista ao extremo também tem o fato dele ser uma pessoa inspiradora, admiramos a pessoa que ele é, a sua história de vida. Quanto mais o conhecemos mais o admiramos, portanto hoje fica registrada aqui, uma de suas mensagens, que nos faz acreditar que sempre vale a pena lutar para concretizar um sonho...

"Se você tem um sonho deve traçar um plano para colocá-lo em prática. Você não pode ficar vivendo de ilusão, achando que se você não fizer nada seu sonho vai se tornar realidade. É preciso ter consciência de que ele só vai se realizar se você fizer alguma coisa para que ele se torne real. Todas as pessoas que vão ler isso, que tocam, têm chance de realizar o que elas querem, o importante é ter isso como objetivo e também ser perseverante, investindo o tempo necessário e sempre acreditando que é capaz. A força interior é que move o ser humano, se você não confia em sua capacidade, provavelmente as coisas vão ser bem mais difíceis".(Aquiles Priester)

As Baquetas do Aquiles...

(Publicado em 24/01/2005)

Pois é galera, para o Aquiles simplesmente destruir a batera daquele jeito ele precisa de "armas"poderosas, então, foi desenvolvida por ele e lançada pela A C.Ibañez a nova baqueta signature de Aquiles Priester. Ela é semelhante ao modelo 905 Heavy Metal (modelo que Aquiles usou durante 6 anos), porém possui o pescoço mais longo, com 80 mm, e cabeça oval com 17 mm de comprimento e 11,5 mm de diâmetro.

Aquiles comenta sobre o novo produto:
"A C. Ibañez teve uma grande paciência durante o desenvolvimento dessa baqueta. Lembro-me que foram feitos vários protótipos até chegarmos nesse modelo final. Agora com essas mudanças, a pressão que obtenho enquanto toco o meu kit é ainda maior. A precisão das notas é absurda e consequentemente por ser uma baqueta um pouco mais pesada, a minha pegada ficou ainda mais pesada e consistente. Minhas peles e meus pratos já sentiram a diferença"...
E por falar em pele,confira a foto da pele que o Aquiles usa:

E se você está afim de adquirir produtos do Aquiles faça o seu pedido:
Site:http://www.aqualung.com.br
Email:pedido@aqualung.com.br
P.S: Convocação geral: Taiana, Oona e Andréia, é amanhã...Workshop do Kiko ás 18:30h na Escola Viva Música Viva!
Cielle olha a nossa conexão Salvador/Fortaleza!!!Beijos pra você.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Diário de gravação...

(Publicado em 21/01/2005)
Pois é galera, já faz um ano que o Aquiles gravou a Batera do Temple of Shadows, que foi segundo ele, o disco mais trabalhoso que já fez. Na minha opinião o trabalho ficou sensacional, ele, sempre perfeccionista, tocou como nunca. As pegadas rápidas ficaram perfeitas, principalmente Angels ans Demons (que por sinal é a música que ele mais gosta de tocar) e The Temple of Hate! Dá pra entender o motivo dele ser chamado de "Polvo" né!? Pra entender um pouco do que rolou durante a gravação leiam o Diário escrito por ele em 24/01/04:

Fala Galera, tudo bem?
Algumas pessoas me disseram que eu deveria fazer um diário mais completo da gravação das baterias do novo disco do Angra e aqui estou para fazer isso...

Na verdade a maratona começou no início de novembro, quando começamos a aprender e ensaiar as músicas novas. Nós ensaiávamos mais ou menos 8 horas por dia, inclusive aos sábados. Ainda em novembro, fizemos uma DEMO com todas as músicas e enviamos para o Dennis. No início de dezembro começamos a pré-produção e fizemos um monte de alterações nas músicas e a carga horária permanecia a mesma, mas agora também ensaiávamos aos domingos. Entre o Natal e Ano Novo tivemos um rápido intervalo, pois as gravações começariam no dia 2 de janeiro.

Na verdade eu não tive esses dias para descansar, porque fui passar o final do ano em Porto Alegre e levei todo o equipamento necessário para finalizar os meus arranjos no Estúdio Cidade Baixa. Consegui montar toda a minha parafernália e dessa vez a carga diária passou para somente 4 horas. Eu já estava praticando com a guia que eu usaria para gravar e isso facilitou bastante a minha familiarização com as novas músicas e com os meus arranjos.

No dia 1 de janeiro saí de Porto Alegre por volta das 14h00 e cheguei em São Paulo às 5h00 da manhã, pois para levar todo o equipamento necessário para continuar os ensaios eu pagaria muito excesso se fosse de avião... Dormi um pouco e às 14h00 eu peguei o Dennis no Hotel e fomos para o Mosh. O Marquinhos, meu técnico de bateria que também é conhecido como "Mogli o Menino Lobo", já estava lá só esperando nós definirmos o local da montagem da bateria para ele começar o trabalho dele. Após algumas voltas pela sala batendo palmas, o Dennis escolheu o lugar e começamos o processo de montagem e afinação da bateria. Trocamos todas as peles e colocamos em todos os parafusos de afinação um produto chamado "veda roscas", que também é muito usado por encanadores para eliminar vazamentos nas roscas das torneiras. Nesse caso, usamos esse material para fazer com que afinação da bateria não sofresse nenhum tipo de alteração durante a execução das músicas. Esse é um procedimento que sempre faço durante as gravações.

Como vocês puderam ver, nas fotos da gravação, atrás da bateria tem uns "tapumes" para direcionar mais o som da bateria para o mesmo lugar, pois como a sala era uma pouco pequena para os padrões do Dennis, ele colocou um "P. A. System" dentro da sala e amplificou a bateria para que eu tocasse como se estivesse fazendo um show. Isso além de melhorar muito o som da bateria (pois tinham alguns "overs" para captar esse som "alive e amplificado"), também me deixava muito mais à vontade para tocar, pois é exatamente assim eu toco diariamente no Centro de Orientação Musical, onde dou aulas aqui em São Paulo.
Começamos a microfonar a bateria por volta das 19h00 do dia 2 e enceramos o trabalho lá pelas 23h00. No dia seguinte, retomamos a passagem de som às 10h00 e após testar o som e as peles em 3 caixas de profundidades diferentes o som ficou pronto às 17h00 do mesmo dia. Ainda no dia 3, consegui gravar duas músicas e encerramos novamente por volta das 23h30.

Ao todo, foram 7 dias para finalizar todas as músicas e eu tocava entre 6 e 8 horas por dia. Mais que isso as minhas pernas não agüentavam... A pegada já não era mais a mesma... O Dennis dizia que eu era meio louco, porque eu só saía do estúdio quando acabava de gravar as músicas que estavam na escala do dia. Ou seja, nós iniciávamos geralmente às 14h00 e eu ficava lá dentro mais ou menos até às 22h00, sem sequer ir ao banheiro. Eu prefiro assim, pois fico mais concentrado e acho que consigo render mais quando estou bem aquecido.

Eu tenho algumas manias... Eu sempre mantinha um pano úmido perto dos pedais dos bumbos para manter os meus pés com uma boa aderência quando tinha que tocar as músicas que eram mais rápidas. Ah, também falei para os técnicos do Mosh, que ninguém podia mexer nas baquetas que eu ia usando com o passar dos dias,porque aquele monte de baquetas ficava na posição que eu jogava quando elas iam perdendo o timbre e/ou quando quebravam e isso não deveria ser mudado... Mania é mania, e isso não tem explicação. Faço a mesma coisa nos períodos dos ensaios e pré-produção.

A gravação foi bem tranqüila e fiquei muito satisfeito com o som da bateria. Tenho certeza que esse disco irá surpreender a todos no sentido mais amplo dessa palavra e também tenho certeza que vocês irão gostar muito das novas músicas. Agora a galera está toda concentrada gravando as guitarras e os baixos e muito em breve iniciaremos os vocais. Eu tenho passado lá no estúdio para ver os caras gravando e agora as músicas estão soando ainda melhores... Acho que até nós ficaremos surpresos com o resultado final...

É isso aí, o Aquiles estava certo, o TOS nos surpreendeu!!! E parabéns mais uma vez, o disco ficou perfeito...

Alguns Trechos de Entrevistas com o Aquiles...

(Publicado em 19/01/2005)

Entrevista revista Batera 10.2004 - Por Mariana Souza

A parte instrumental de Temple Of Shadows foi muito bem trabalhada e está bastante refinada. E dois instrumentos, o baixo e a bateria, que no Rebirth estavam meio “escondidos” estão bem na cara nesse disco. Em que momento do processo isso foi decidido?

“Não precisei mais submeter meus arranjos à aprovação da banda, cada um ia fazendo suas partes, lógico que sempre pensando no contexto musical” Quando a banda estava começando a fazer as músicas novas, já tinha uma vaga idéia do que queria fazer. No Rebirth o grupo precisava mostrar que tinha voltado, que a essência do Angra estava mantida. Mas, ao mesmo tempo, não podia soar tão diferente dos discos anteriores. Por essa razão, eu me senti muito mais preso ao passado do Angra e não pude tocar exatamente como queria aquelas músicas. E também acredito que muita coisa dos arranjos que mostrei naquela época, não foi bem aproveitada. Ou na hora da mixagem as partes não ficaram exatamente como eu gostaria. No momento em que estávamos compondo esse disco, vimos o direcionamento que estávamos tomando. De certa forma, bem no início, a banda já sabia que precisaria fazer uma coisa nova. Foi uma surpresa para todo mundo quando pegamos a primeira demo pronta e o Dennis ( Ward, produtor ) ouviu as músicas. Ele comentou que parecia outra banda, com novas idéias, mas com a marca do Angra. Ele disse que seria mais difícil gravar aquele material porque teríamos de estar muito bem preparados. O Dennis percebeu também que queríamos fazer uma coisa mais pesada, com espaço para tudo. Por isso, dessa vez, nesse disco, toquei o que eu quis. Não precisei mais submeter meus arranjos à aprovação da banda, cada um ia fazendo suas partes, lógico que sempre pensando no contexto musical. Acabou saindo esse resultado fantástico que a banda conseguiu depois de quase um ano e meio, desde que começamos a trabalhar nas músicas.

Algumas faixas do novo disco transitam numa atmosfera mais progressiva. Esse tipo de mudança foi planejada ou aconteceu naturalmente?

“Muitas vezes perdíamos até quatro horas para tirar o som de um só tambor para conseguir o que eu queria” Uma coisa engraçada é que essas músicas ficaram mais curtas para o disco. Na versão demo, elas tinham muito mais viagem (risos). Fomos encurtando as partes.Arrumamos uma maneira de colocá-las no CD porque percebemos que aquilo era uma obra inteira. Se tirássemos alguma coisa, ia fazer falta. Uma faixa que retrata bem a nossa liberdade de expressão é a “Shadow Hunter”. Ela é progressiva ao extremo. O começo dela tem uma forte influência da música flamenca, e no meio uns coros meio Yes. Falando assim, parece impossível estar tudo na mesma música.Cada vez que escuto nosso novo CD, fico superfeliz pelo resultado inteiro".

A parte rítmica desse disco está, sem dúvida, muito valorizada. Como foi a sua preparação para essa gravação, que exigiu muito mais de você se comparado ao Rebirth ?

“Certamente esse foi o disco mais trabalhoso que já fiz em toda minha vida, e eu posso dizer que o som da bateria seguiu o conceito das músicas” A primeira música que pegamos para trabalhar foi “Angels and Demons”, que é a mais rápida. E a próxima foi “The Temple Of Hate”, que é a segunda mais rápida. Conforme eu ia pegando as composições, pensava na dificuldade de gravar o disco. Isso porque nem sempre a performance realizada ao vivo é satisfatória dentro do estúdio porque ali, um momento é registrado para sempre. Uma das coisas que me ajudou bastante em relação a Rebirth foi que, depois desse disco, posso dizer que sou outro baterista porque fiz mais de 130 shows, melhorei a minha pegada, a precisão, a resistência e agora tenho mais experiência em estúdio. Sei o que funciona ou não na hora de gravar.A princípio, tínhamos 14 dias para gravar a batera. Mas terminamos em sete. Outra coisa que fiz bem diferente em relação à gravação do Rebirth, foi que comecei pelas músicas mais difíceis. Isso me fez bem. Conforme os dias iam passando, eu sabia que o mais difícil já estava pronto. É bem natural que a cada dia que você grave, vá ficando mais cansado. Se deixar as mais rápidas e técnicas para o final, você vai penar mais".

Vocês pretendem lançar um DVD desse disco novo?

"Vamos gravar alguns shows ao vivo mas só no final da turnê, que é quando as músicas já estão mais “amaciadas” e também porque ainda não sabemos a reação das pessoas com relação às canções escolhidas para serem tocadas ao vivo. Com o tempo, o público já vai conhecer mais esse trabalho e vai participar mais nos shows. O nosso único DVD foi gravado na 18º apresentação da banda com a formação atual. Foi meio arriscado porque nunca tínhamos tocado juntos, e em tão pouco tempo o grupo já estava gravando o primeiro DVD. Fizemos alguns shows com as músicas de Temple... E foi demais, algumas coisas vazaram pela internet porque o disco foi lançado primeiro no Japão. Quando executamos essas canções, deu para perceber que o público quis ouvir com mais cuidado, queria ver exatamente o que estava rolando no palco. Na minha opinião esse CD vai elevar a banda um outro patamar porque como estamos há mais tempo juntos, soamos muito melhor. Naturalmente, depois de tanto tempo, individualmente cada um está tocando melhor tanto ao vivo como em estúdio. Se fosse usar uma palavra para definir o resultado desse trabalho, seria superação. Todo mundo, em todos os aspectos, conseguiu melhorar".

Bate-Papo no site da AOL -10.2004
Pergunta: Como fez para aprender a tocar assim? Parecia que tinha uns 10 bumbos...
Aquiles: Eu fico sem graça quando as pessoas falam do meu desempenho. Geralmente, quando eu estou gravando, eu tenho uma idéia da música como um todo. Agora, as viradas, eu procuro criar na hora. Pelo fato de eu sempre ter estudado bastante técnica, ouvido muitos discos de batera técnica, a coisa flui. Pra mim é difícil tocar uma coisa reta. Para tocar ao vivo eu tenho que estudar na hora.

Pergunta: Vocês gostariam de fazer uma turnê com alguma banda em especial, com quem vocês nunca tocaram?
Aquiles: Seria muito legal fazer uma turnê com o Dream Theather. Ou Blind Guardian, que seria mais metal melódico. É lógico, tocar com Metallica e Iron será bacana.

Pergunta: Aquiles, você deixou o cabelo crescer naturalmente ou fez algum tipo de implante, sei lá!?!
Aquiles: Deixei crescer o cabelo mesmo. É tipo capim. Se você ficar encanando com ele... Eu só deixei ele crescer. Eu não fiz implante nenhum. Cresceu muito mesmo.

Pergunta: Que musico que você não conhece ainda, mas gostaria de conhecer pessoalmente?
Aquiles: Deen Castronovo. Esse cara é um sonho. O dia que eu conhecer ele, vou cair de costas.

Pergunta: Porque vocês não estão tocando músicas do Hunters and Pray nos shows?
Aquiles: A gente mudou o repertório nesses shows que a gente fez agora. No caso do Hunters, a gente não concluiu nada porque as duas músicas que a gente já tocava são parecidas com as novas.

Pergunta: E quanto ao seu trabalho no Hangar? Quando a banda vai gravar um álbum novo? E quando o Hangar vai vir a Belo Horizonte?
Aquiles: O Hangar já tem um disco inteiro pronto, as músicas estão bem legais. Eu me surpreendi bastante com o resultado. A gente compôs as músicas em fevereiro, eu tinha gravado com o Angra fazia um mês. Eu fiquei surpreso com a demo. As linhas de batera estão incríveis. O Fábio definitivamente se incorporou na banda. Esse disco vai ser muito legal, infinitamente superior ao anterior. A gente vai gravar em janeiro.

Autógrafo do Aquiles...

(Publicado em 17/01/2005)

Bom gente vocês já viram como o autógrafo do Aquiles é interessante e diferente? Digo mais, bastante criativo também, dêem uma olhada...

Encarte do Rebirth...
Capa do DVD, ficou escuro , aí tá escrito : Aquiles p/ Michely um grande beijo (legal né!rsrsrs...)

Esse é o autógrafo da Andréia...dá pra ver bem direitinho...!

E então?Deu pra entender alguma coisa...?

Fiquem agora com os esclarecimentos...

O Aquiles escreve o seu nome em forma de ONDA, primeiro o "A", abaixo dele o "Q", do lado do q ele põem o "U", acima o "I", do lado o "L", abaixo do l ele põem o "E", depois completa com um "S" bem grande, e termina com o desenho de duas baqueta, uma em pé e outra deitada e logo abaixo uma caixa (eu acho)

Gostaram da explicação? Esperamos que sim!